25 de novembro de 2015

Receitinha esperta de Sopa de Feijão

Receita de sopa de feijão básica. Quantidade para duas pessoas.

Aquela confort food para dias frios, dias que a gente se sente mais ou menos, ou aquela chuvinha com nada para fazer além de ver tv.

Receita feita ao estilo da mamãe - tudo medido no olhômetro, aproveitando o feijão que já tinha cozido - ou resgatando o que tinha na geladeira (no meu caso era batata e cenoura, mas se tiver mais coisa pra dar aquela incrementada pode se jogar)



30 de setembro de 2015

Sobre séries: Reflexões sobre Grace and Frankie


Depois de algumas recomendações que ouvi sobre a série Grace and Frankie, eu resolvi assistir para conferir.
O elenco já é do tipo que me chama atenção, pois conta com  Jane Fonda, Lily Tomlin, Martin Sheen e Sam Waterston (que eu conhecia pouco, por causa de alguns Lei&Ordem).



Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin) estão encarando a temida "3ª idade", mas não da forma que imaginavam. Quando os seus respectivos maridos revelam que estão apaixonados um pelo outro, e planejam se casar, a vida delas é virada de cabeça para baixo. Agora, elas estão ligadas eternamente por esse acontecimento e, já rivais, descobrirão que podem ter que tomar conta uma da outra. 





Eu comecei achando que era uma série de comédia, mas daí vem a bela surpresa - é uma série sobre pessoas.
Daí você me fala: "Ah, mas as séries são sobre pessoas, sua maluca!". Sim, é verdade, mas nessa série eu encontrei um toque especial - e você fica livre para discordar ou acrescentar.
Vemos pessoas na casa dos 70 anos, que viveram uma vida tranquila, normal. E agora, nessa fase em que esperavam a calmaria e os encerramentos - a colheita dos frutos plantados depois de uma vida de trabalho, dedicação e tantas coisas mais... Agora, e justamente agora eles enfrentam aquele ponto de virada, a mudança que irá jogar tudo para o alto e podem recomeçar, uns por escolha, outros por necessidade.

Eu costumo esbarra com essa premissa em séries que são compostas por personagens mais jovens, geralmente vejo persongens dessa faixa de idade como avós ou personagens secundários e nessa produção eles são os principais, a liga entre os pontos soltos de filhos e família. Mas isso pode ser só uma questão minha, meu referencial.

Sinceramente eu não imaginei que fosse gostar tanto, pelo menos não ao ponto de assistir todos os episódios em uma única vez. Eu achei que seria uma boa começar a assistir para preencher os vazios das noites enquanto as séries que assisto estão em pausa, ou enquanto eu espero o marido pra assistir nossas séries de dupla. Mas eu fiquei tão imersa naquela história, naqueles personagens, que não consegui parar até terminar a primeira temporada. E é tão bem pensada, tão bem escrita, os atores constroem um carisma tão rapidamente que não é surpresa alguma você se apegar. Eu me peguei falando com a tv, comentando as ações de alguns, respondendo  outros, quase chorando por algumas vezes.
É tão interessante ver como um grande baque pode mostrar que algo já estava fora do contexto, de como um choque pode aproximar pessoas tão diferentes, ou afastar aqueles que a primeira vista pareciam tão unidos. E eu me peguei perguntando a mim mesma, o que é amizade. Ela pode surgir daqueles bons momentos e da alegria, mas ela pode vir daquele momento de dor, de quem menos esperamos.

Como disse, é uma série que tem o foco em pessoas - casais, filhos,  famílias, amizades, pessoas que somos obrigados a conviver, medos, preconceitos, redescoberta, confiança, solidão, liberdade, superação... Assim como no luto, vemos as fases pelas quais passam os personagens pelo término de suas relações, e mesmo pelo início de novas interações, como a negação, raiva, negociação, depressão, aceitação e também a culpa. Vi a definição de gênero dela como comédia em alguns sites, mas eu vejo a comédia como alívio para o quão pesado é o tema.

Além de ver as duas se recompondo, os questionamentos e os enfrentamentos com seus respectivos ex-maridos sobre os anos que estiveram casados, sobre os sentimentos deles e se tudo pelo que passaram era real, se houve amor. Gente, tem uma resposta da Grace sobre isso logo no primeiro episódio que me fez parar pra pensar sobre o que a gente é ensinado a esperar da vida. Ou quando Frankie explica que não perdeu só o marido, mas seu melhor amigo...
Cheguei até a pausar um episódio em que Brianna (filha de Grace e Robert) questiona a passividade de todos em relação a notícia em um jantar, e ela pergunta para Bud (filho de Frankie e Sol) se ao invés de ser um caso entre os dois amigos, se fosse revelado que eles tinham um caso com outras mulheres por 20 anos a reação de todos seria a mesma ou se não restaria pedra sobre pedra. E vale a reflexão, não acham?!
É interessante ver como Robert e Sol se adaptam a essa nova realidade, ao olhar dos outros, e o preconceito que vem do próprio Robert às vezes.


Torci para Grace e Frankie deixarem de lado as desavenças e fiquei feliz pela felicidade de Robert e Sol - mas dói ver que a alegria deles foi em cima da dor dela, ainda mais por Frankie ser uma personagem tão cativante e apaixonada pela vida e sua família. Fiquei pasma com o último episódio e já entrei em abstinência até chegar a segunda temporada.

 O texto ficou enorme, as reflexões foram várias - nem sei se todas fazem o sentido que tinham quando eu pensei em escrever... Mas o que queria mesmo é indicar essa série incrível.

Fica a dica!





22 de setembro de 2015

Aventuras Culinárias: Pão simples em menos de uma hora


Sabe aquele dia que junta a vontade de cozinhar, com a vontade de comer pão quentinho, mas aí você lembra que esqueceu de comprar na padaria e a preguiça fala mais alto na hora de sair de casa para comprar...
E então você lembra que tem uns 2 sachês de fermento biológico perdido na gaveta, pesquisa na internet, encontra uma receita aparentemente simples e que leva poucos ingredientes. Você olha na nos armários e está tudo lá. E pensa o famoso: "Hum, por que não, né?!"

Pois lá fui eu, na promessa da receita ficar boa e de ser simples. E mais uma vez, só tenho a agradecer pela boa descoberta, de que com um pouco de coragem a gente pode descobrir essa diversão que é fazer e comer coisas novas e gostosas. Basta se arriscar.

Vamos lá?!



Pão caseiro, simples e rápido
Rende dois pães
(Receita Original: Lafujimama.com)






Ingredientes: 
5 1/4 xícaras de farinha de trigo
1/4 de xícara de açúcar
1 1/2 colher de chá de sal
1 1/2 colher de sopa (generosa) de fermento biológico instantâneo
1 1/2 colher de sopa de óleo
2 xícaras de água morna ( entre 37º e 46ºC)









1 - Misture os ingredientes secos na tigela da batedeira. Acrescente o óleo e a água e bata por um minuto e cheque a consistencia da massa, ela deve ficar úmida o bastante para manter a massa junta, mas não grudar nas mãos. Se ainda estiver seca, adicione um pouco de água - bem aos poucos para não passar d ponto, porque não é recomendado acrescentar mais farinha à massa.

2 - Bata por 5 minutos na batedeira. E não adicione mais farinha depois que terminar de misturar a massa.


3 - Leve a massa para sovar, se possível use um pouco de spray de untar formas para que ela não grude, ao invés de untar com farinha.
Caso não tenha em casa esse spray, como eu, eu untei a superfície com um pouco de óleo espalhada com papel toalha, deu certo.
Sove a massa até ela ficar macia - não vai precisar de muito esforço. É até ela passar dessa textura da primeira foto até ela ficar parecida com a segunda imagem. Finalizar o processo formando uma bola com a massa e puxar os remendo para uma única parte e deixar pra baixo.


  
4 - Divida a massa em duas ou mais - levando em conta o tamanho que você vai querer os pães. Molde os pães no formato desejado (exemplo: baguetinhas, redondo, etc) - lembrando de puxar os remendo para uma única parte e deixá-la pra baixo.Coloque os pães na assadeira e cubra com um pano, deixe descansar por 25 minutos.

5 - Enquanto o pão cresce, deixe o forno pré aquecendo em 190ºC.

6 - Quando os pãe estiverem prontos para irem ao forno, corte a parte de cima do pão levemente na parte de cima. Podem ser em listrar, ou em X, o importante é fazer o corte com pelo menos meio centímetro.

7 -  Antes de levar ao forno, borrife um pouco de água na massa, ou simplesmente umideça as mãos e passe na massa - assim você tem mais chances de ter uma bela casquinha crocante no  pão.

8 - Asse o pão por 25 minutos - ou dependendo do seu forno, até ele ficar dourado.

Deixe esfriar para cortar, pelo menos uns 30 minutos.

21 de setembro de 2015

Aventura Culinária: Bife ao molho de vinho tinho seco.

Sabe quando bate aquela vontade de testar algo novo? Seja atitude ou receita, vira e mexe dá aquela vontade de arriscar algo novo... dar aquela incrementada em algo rotineiro. E por que não, né?!

Outro dia, depois de alguns enroscos e de muita coisa cansativa - tanto para corpo e alma - e dizem que cozinhar é uma terapia, eu acredito piamente, mas dessa vez resolvemos aplicar isso em uma "sessão" dupla, um trabalho em equipe que poderia render um jantar incrível ou algo inconsumível. Pesquisamos na internet por receitas que combinassem carne e vinho e os poucos ingredientes que se encontravam na despensa. E lá fomos nós.

Sabe quando o trabalho e a pilha de louças para lavar vale à pena, pois é... valeu... sem sombra de dúvida eu esqueci daquele dia ruim e de todo o nervoso passado, mesmo que por só algumas horas, tudo estava magicamente suspenso em um universo paralelo que começou no preparo. Como minha briga para abrir a garrafa de vinho, com um abridor que quebra e espana no meio do processo e a decisão de empurrar a rolha para dentro da garrafa e proporcionar uma chuva de vinho no meio da cozinha. Mas no fim, valeu cada susto ou aperto, valeu o resultado - o festival de sabores e texturas a cada mordida.

 

Bife ao molho de vinho tinto seco

Ingredientes

  • 4 bifes de filé mignon ou alcatra pesando 200g cada
  • 1/3 xícara (chá) azeite de oliva extravirgem
  • 1 xícara (chá) de vinho tinto seco
  • 2 dentes de alho amassados
  • Sal
  • Pimenta-do-reino
  • Pimenta branca
  • Algumas ervas para perfumar - usei um pouco de manjericão e alecrim (opcional)
  • 1 colher (sopa) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) de manteiga 

 

 

 

Modo de Preparo

  1. Numa vasilha, misture o óleo, o vinho, o alho, o sal e a pimentas e ervas.
  2. Deixe os bifes descansarem nessa mistura por cerca de 30 minutos, regando-os sempre. (Eu acabei deixando por mais tempo por ter me enrolado fazendo outras coisas ao mesmo tempo, mas ficou bom e deixou a carne ainda mais molinha)
  3. Escorra os bifes e seque-os com papel absorvente.
  4. Misture a farinha de trigo com um pouco do tempero onde os bifes ficaram de molho até dissolver bem.
  5. Leve ao fogo, deixe levantar fervura por 3 minutos para o álcool evaporar.
  6. Prove os temperos e ajuste se julgar necessário, reserve quente.
  7. Aqueça a manteiga numa frigideira sele todos os lados dos bifes, depois grelhe até que estejam no ponto desejado.
  8. Sirva com o molho.

Dicas

  • Substitua o vinho por suco de uva integral sem açúcar.
  • Servi junto com batata rústica - ajudou a equilibrar os sabores.

 


8 de setembro de 2015

Sobre Séries: Vamos falar de Penny Dreadful!




 E vamos falar de Penny Dreadful, umas das séries que me fez colar na tela e sofá recentemente - e só desgrudei porque enfim acabaram as temporadas disponíveis.

Não sei se já ouviu falar sobre, mas a série se passa na Londres vitoriana, palco de muitas histórias clássicas que já ouvimos falar em livros ou filmes. Cheia de referencias a essas histórias e interligando várias delas. Começo a destacar o elenco, um ponto forte e cheio de carisma da série - seja você fã de alguma franquia britânica ou não...rs Já que aqui temo nomes como Timothy Dalton - eterno James Bond; Billie Piper - a minha eterna e ingênua Rose de Doctor Who; e Josh Hartnett - de tantos filmes da minha adolescência nos anos 90/2000.
Mas acima de qualquer coisa, preciso falar da Eva Green. Em vários quesitos podemos dizer que ela carrega a série, isso sem ofender ou mal dizer os demais atores do eelnco. O fato é que a personagem Vanessa Ives, vivida por Eva,  apesar de não pertencer a nenhum dos clássicos referenciados,  nos leva por entre as diferentes histórias, interligando-as, nos eletrizando com sua química e atuação impecáveis. 
E aqui posso dizer que conhecer, mesmo que superficialmente um pouco das obras referenciadas na trama, me fez sentir quase uma cúmplice dos segredos e mistérios da história, como num jogo de mistério.
Sobre o ritmo, já ouvi comentários de que poder ser lento demais, mas isso também vai muito da sua referencia. Eu particularmente até gosto de séries que se dispõem em usar de mais tempo para criar a relação entre o espectador e os personagens, assim sinto que tive tempo de me relacionar, me apegar e até mesmo me importar com o que está acontecendo na tela. Acho que nesse quesito o único personagem que não conseguiu se estabelecer e criar vínculo foi o Dorian Gray, que é quase jogado na trama para cumprir a cota de cenas picantes.

Mas bem, no todo é uma série muito boa, bem produzida, com um fotografia linda, figurino de babar. As locações e os cenário são impecáveis.

E eu com minha paixão Irlandesa, ao descobrir que as locações são em parte na ilha esmeralda, em locais onde já estive toda serelepe ainda... faz aquele amor ainda maior.rs


 Vamos à parte técnica...



Série do Showtime, com transmissão pela HBO, mas também passa no canal Cinemax. A primeira temporada também está disponível no nosso amigo Netflix. :)


Sinopse: 
Em Penny Dreadful, alguns dos personagens mais famosos e assustadores da literatura mundial, como o Dr. Frankestein e sua criação, o eternamente jovem Dorian Gray e icônicas figuras do romance Drácula, estão todos vivendo nos cantos obscuros de Londres Vitoriana. Um thriller psicológico que mescla histórias de terror clássicas e histórias originais em um drama inteiramente novo.

Dirigido por: Coky Giedroyc,  J.A. Bayona James Hawes
Roteiro: John Logan 
 

Elenco da 1ª temporada:


  • Billie Piper - Brona Croft
  • Eva Green - Vanessa Ives
  • Harry Treadaway - Dr. Victor Frankenstein
  • Josh Hartnett - Ethan Chandler
  • Reeve Carney - Dorian Gray
  • Rory Kinnear (I) - The Creature
  • Timothy Dalton - Sir Malcolm Murray
  • Alex Price - Proteus
  • Alun Armstrong - Vincent Brand
  • Anna Chancellor - Claire Ives
  • Anthony Brophy - Alphonse
  • Danny Sapani - Sembene
  • David Warner Professor - Abraham Van Helsing
  • Hannah Tointon - Maud Gunneson
  • Helen McCrory - Madame Kali
  • Henry Goodman - Priest
  • Julian Black Antelope - Mr. Kidd
  • Lorcan Cranitch - Inspector Granworthy
  • Mary Stockley - Caroline
  • Noni Stapleton - Gladys Murray
  • Oliver Cotton - Father Matthews
  • Olivia Llewellyn - Mina Harker
  • Olly Alexander - Fenton
  • Peter Miles (III) - Hospital Porter
  • Simon Russell BealeFerdinand Lyle
  • Stephen Lord (II) Mr. Roper
  • Xavier Atkins - Young Peter
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...