2 de outubro de 2009

A volta de Poe…

Já faz um tempo tenho tentado terminar de ler alguns livros… mas tem sido difícil…
Edgar Allan PoeAinda mais porque me contaram o final de um dos contos e isso me desmotivou um pouco… ou porque a história não me cativou mesmo…
Mas, voltei com a missão de ler um clássico e dessa vez, mesmo que demore, vai sair…rs
Engatei a leitura de “Histórias Extraordinárias” do Poe. Na verdade, retornei a leitura, já que tinha travado tempos atrás porque fizeram o favor de me contar o final de um dos contos.

Inspirada por tal fato… me joguei em buscas…e os resultados?! Vão de ilustrações até brinquedos, sim brinquedos. Tem um boneco do Poe acompanhado de Annabel Lee, que dá título a um de seus poemas.
O lado fofo mas sinistro é que eles vem juntos, mas num caixãozinho…


Da coleção “Living Dead Dolls Present” com o escritor Edgar Allan Poe & Annabel Lee, personagem de seu último poema.
Da coleção “Living Dead Dolls Present” com o escritor Edgar Allan Poe & Annabel Lee, personagem de seu último poema.

E aproveitando segue o poema…
ANNABEL LEE (de Edgar Allan Poe)

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor –
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar…
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim ’stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.

Traduzido de Annabel Lee, de Edgard Allan Poe, por Fernando Pessoa. Ritmicamente conforme com o original. (fonte: Fernando Pessoa Obra Poética)


E fica a dica… passando por um sebo achei uma edição antiga, de capa dura e bem conservada por 15 reais…
Eu tenho que confessar que o charme de um livro antigo, ainda mais de capa dura e bem trabalhada tem todo um diferencial…
Só não comprei porque é fim de mês e agora to torcendo pra que quando eu volte lá o livro esteja me esperando feliz e ancioso…rs
Mas, até lá tenho que me decidir, ou me convencer a comprar outro…
Que passeios nos corredores de sebos são perigosos, ah isso eu to descobrindo, ainda mais para meu bolso e para meus desejos literários…
Qual o outro título?
Ah, esse é outro clássico… “O Retreto de Dorian Grey” de Oscar Wilde.
Mas essa já é outra história… para outros devaneios…

Por agora é o Poe, e um de cada vez, não é?!rs
Edgar Allan Poe

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