3 de fevereiro de 2011

Ser bonzinho é muito ultrapassado

Depois das conclusões do post de ontem… e mesmo depois de uma dose extra de surpresas boas e diversão de ontem, resolvi dar o ponta pé inicial. E como fiz isso? Simples, fui assistir Meu malvado favorito (Despicable me).

Sinopse:  A pirâmide de Gizé foi roubada, sendo substituída por uma imensa réplica a gás. O feito é considerado o roubo do século, o que mexe com o orgulho de Gru (Steve Carell). Desejando realizar algo ainda mais impressionante, ele planeja o roubo da Lua. Para tanto conta com a ajuda dos mínions, seres amarelados que trabalham como seus ajudantes, e do dr. Nefario (Russell Brand), um cientista. Só que para realizar o roubo terá que tomar de Vetor (Jason Segel), o ladrão da pirâmide, um raio que consegue diminuir o tamanho de tudo que atinge. Sem conseguir invadir a fortaleza de Vetor, Gru encontra o plano perfeito quando vê as três órfãs Margo (Miranda Cosgrove), Agnes (Elsie Fisher) e Edith (Dana Gaier) entrarem no local para vender biscoitos. Ele então vai ao orfanato e resolve adotá-las. Só não esperava que, aos poucos, fosse se afeiçoar às irmãs.

Antes de qualquer comentário preciso deixar o aviso, não assisti a versão dublada pelos humoristas Leandro Hassum e Marcius Melhem. Geralmente, animações eu primeiro assisto dubladas e depois só por curiosidade dou uma olhada no áudio original. Nesse caso foi mais por acidente, eu só tinha a versão original. Eis que tenho uma grata surpresa, diferente de Shrek, em que é impossível não se apaixonar pelo trabalho do Bussunda e achar verossímel as semelhanças entre voz e personagem, enquanto ao assistir com o Mike Myers eu não consegui achar que encaixava tão bem. No caso de Gru, a voz de Steve Carell  foi mais que perfeita, mas com isso não retiro o mérito e a qualidade do resultado nacional, como disse, ainda não vi/ouvi o resultado, mas pretendo até porque (salvo algumas exceções) as dublagens brasileiras são recheadas de talentos.


Lembro de ter lido em algum lugar que ele (Carell) tinha se inspirado um pouco em Bela Lugosi para trabalhar o sotaque meio europeu e bem estranho para Gru. E cá entre nós, é esse sotaque acentuado que dá todo o charme para o seu personagem. Agora que queria escrever esse post, quem diz que encontro onde li essa referência? Mas lá no Adoro Cinema, na parte das curiosidades tem uma citação do assunto:
O ator Steve Carell define a maneira de falar de seu personagem como um cruzamento entre os atores Ricardo Montalban e Bela Lugosi.
E falando dessa referência, como não lembrar do filme Ed Wood, de Tim Burton, sobre o cineasta rei do gênero “trash”, nas cenas em que Martin Landau interpreta Bela Lugosi. E ao assistir os extras, ver uma entrevista dele falando sobre a dificuldade de recriar a intrepretação e o sotaque de alguém que existiu e criar um Bela Lugosi verossímel. Em Meu malvado favorito o sotaque de Carell, bem carregado em alguns momentos, me fazia lembrar  de Martin Landau dizendo em Ed Wood: “Be aware!” ou “Pull the strings!”

Voltando ao Meu malvado favorito


Um filme muito bem feito, desde o roteiro à criação de personagens. Uma história simples e bem “bobinha” mas que prende e diverte, com grandes referências e ótimas sacadas.


E tem como não se apaixonar pela pequena Agnes, que muito me lembrou a Boo (Monstros S.A.)? Eu não resisti, apesar de comparar com outro personagem, derreti com as caras e a voz fofa dela. Assim como também me encantei com o ajudantes do malvado Gru, que apesar de malvados, são extremamente divertidos, servindo de alívio cômico dentro da história. Eu sei, é uma animação de comédia, como assim alívio cômico? É que eles são a graça pela graça, pra sair, fugir um pouco da história entre Gru e os planos para se tornar o maior vilão do mundo, a nova experiência como pai  das pequenas Agnes, Margo e Edith.


Esses coleguinhas de maldades do Gru são um charme, totalmente loucos e aprontam o tempo todo, sem falar que um vive implicando com o outro e sempre geram uma situação inusitada e engraçada. Apesar de amarelos, meio malvados, operários e terem sua língua própria eles me fizeram lembrar dos Et’s de borracha do Toy Story (outros fofos…rs). Mas esse fato de lembrarem outros personagens não é ruim, é só referência de quem vê, no caso minha…rs



Outro detalhe legal do filme, a trilha sonora, a música do começo que é o tema de Gru é muito divertida.
Bom, post comprido (eu nem me empolguei né?!rs) vou ficando por aqui. Fica a dica de filme, para as crianças e para as eternas crianças que não perdem uma boa animação.
E se puder, veja legendado também, para conferir a ótima atuação de Steve Carell como esse vilão fofo e cativante.

Até a próxima!

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