21 de fevereiro de 2011

Filme: Deixe-me entrar


E não é que estou conseguindo mesmo me organizar? Bom,pelo menos em alguma coisa a organização está saindo…rs
E o fim de semana teve até direito a repeteco, como ver pela enésima vez ver ‘O Diário de Bridget Jones’. Mas a novidade ficou por conta do remake ‘Deixe-me entrar‘ (Let me in). E é fato, assisti com um olhar meio influenciado, já que vi e adorei o original ‘Deixe ela entrar‘ (Let the right one in). Sim, sempre rola um preconceito com remakes, ainda mais quando meio recentes ao original. Mas todo o pé atrás se dá pelo fato de ficar aquela impressão de que os americanos tem uma preguiça de ler legenda, e quando sai algo bom num mercado cinematográfico que não fala inglês é preciso fazer uma versão para americanos. Pode ser uma besteira, mas não deixo de pensar nisso quando vejos esses remakes acontecerem. Enfim, apesar do pé atrás, eu queria ver para ter certeza de que não estragariam algo tão bom.
Antes da minha humilde opimião do filme,o trailer e a sinopse dessa versão:
Owen (Kodi Smit-McPhee) é um garoto solitário, que vive com a mãe e é sempre provocado pelos valentões da escola. Um dia ele conhece, perto de sua casa, Abby (Chloe Moretz). Sempre nas sombras, ela aos poucos de aproxima de Owen e logo se tornam amigos. Só que Abby possui um segredo: ela é muito mais velha que sua aparência indica e necessita de sangue para sobreviver. Para consegui-lo, seu acompanhante (Richard Jenkins) realiza assassinatos na surdina, de forma a retirar o sangue das vítimas e levá-lo para Abby.
Bom, antes de qualquer coisa já vou me declarar uma apreciadora de filmes e histórias de vampiros, mas deixando bem claro que não é qualquer história que eu consiga engolir, vide vampiros que brilham à luz do sol e que mais parecem uma versão vamp de x-man. Dito isto, e que me encantei pelo original que além de muito bem escrito e muito bem feito, resta agora comentar esse remake.
O que eu achei? Gostei, e digo isto com ar de surpresa! Foi um remake bem feito, a palavra ‘fiel’ poderia ser empregada, mas não explicaria o tom de fidelidade do diretor ao original. Ele usou de enquadramentos, cenas, cores e vários outros elementos para manter a alma do original presente. Em alguns momentos você pode comparar cenas de uma versão e da outra e se surprender com a semelhança ou mesmo com o quão iguais elas ficaram. Alguns tons do original, de alguns assuntos, ficam melhores e parecem fluir melhor. O fato da história desviar um pouco para personagens secundários faz com que a trama pareça maior. Na versão americana o foco é exclusivamente em Owen e Abby.
Uma coisa que saltou aos olhos (para miha pessoinha aqui) foi a imagem bem mais “dark” de Abby, no original Eli tem um ar mais angelical com seus grandes olhos verdes e tal. Mas não só na aparência, no tratamento do personagem e na forma como interage com seu par.
Dá uma olhada nas imagens dos dois filmes, comparando algumas cenas…
Foi um remake válido, não estragou o orignal, mas também não inovou em nada. Arrisco até a dizer que não soube aprveitar bem a melhor cena do filme original. Não quero fazer spoiler, mas pode ser que ocorra então, já me desculpo desde já e se não quiser ler pule esse parágrafo. ** Mas como não dizer que a melhor cena foi refeita sem o primor da original? As luzes apagadas e o fato do protagonista ver a ação não foi o que mudou, tão e somente, mas no original o fato de Oskar não ver o que Eli faz contribui para que ele ainda pareça ingênuo, sem falar que a disposição da ação do ataque foi bem mais divertida e inesperada no filme suéco, já virou um clássico aqueles pés se debatendo…rs** FIM DE SPOILER
Bom, resumindo deixo a dica de filme, vale assistir, se puder veja as duas versões, esse é um “remake de respeito ao original”, como poucos.
Bom, é isso, qualquer coisa, dica ou comentário… é só escrever aqui.
Até mais.

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