21 de outubro de 2011

Recordar é viver!

Sabe aquela lembrança distante... uma saudade de coisas simples e que você já nem lembrava mais...
Pois é, acontece, e às vezes não tem como descrever, como demonstrar o que se sente. É como uma peça faltando num quebra cabeça de muitas peças e uma imagem de fundo escuro... (será que que isso faz sentido, essa "explicação"?!)
Enfim, algumas vezes uma comparação funciona, outras não. Se tinha mais alguém compartilhando  o momento, ela pode ajudar a descrever, mas uma boa ajuda é aquela recordação registrada, uma fotografia perdida no fundo da gaveta, ou em discos e hds hoje em dia. Eu simplesmente adoro tirar fotos, pode ser bobo e piegas, mas é a mais pura lembrança imprensa de uma fração da nossa vida que fica eternizada ali naquele pedaço de papel.
Cada um tem suas manias, seu jeito de querer tirar a foto... tenho as minhas também... já ouvi que tiro foto de coisas aleatórias, mas não me importo... são as lembranças que quero guardar, já que não posso capturar um cheiro ou um som... faço da foto a extensão dessas coisas... guardo tudo naquele pedaço de imagem recortada. Minha imagem da realidade naquele breve momento.
Quando vou a algum lugar gosto de registrar o lugar, e sou meio chata pra aparecer nas fotos...rs... algumas até vai, mas quero mais retratar minha impressão do que vejo. Por isso geralmente tenho mais fotos de paisagens que minhas...rs...mas às vezes dou um jeitinho de me encaixar para compor a foto, outras um mero detalhe já serve para fazer a memória começar a trabalhar...rs
A calma e a leveza de uma tarde à beira da represa em Areado - MG, os pés na água, o vento leve refrescando o calor do verão. Na outra margem uma casinha branca, o gado pastando, um infinito verde. Aquela sensação de estar onde deveria, recarregando as energias. Uma felicidade simples e uma saudade gostosa que faz lembrar dos sons, dos cheiros, das conversas...

 Um dia no parque, família reunida, risadas, sustos, alegria e cansaço. Tudo misturado. Como uma criança, correr para cada brinquedo e se encantar com a noite iluminada, ao fundo aquela música típica de carrossel, entrar e ficar lá, girando, correndo, sem sair do lugar... quase como se pudesse voltar no tempo, como se pudesse sentir a simples alegria de subir e descer naquele círculo interminável... relembrar a infância como se ela ainda pudesse estar ali.


A prazerosa sensação de recordar...

Bjos

2 comentários:

Carol D. disse...

Oi Clau, obrigada pelo comentário fofo, adorei!

Obrigada pela visitinha e vou passar aqui sempre que der.

Bjossss

Tati disse...

Nenhum filósofo, psicólogo ou grande pensador conseguiu definir a felicidade, porque ela é um sentimento particular, subjetivo de cada um. MUito lindas suas imagens de felicidade Clau!!
Beijos
Tati

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