26 de março de 2013

O cristal e a decepção...

Aquele momento em que você precisa parar e confirmar que tudo está fora do lugar e que de alguma forma as coisas se perderam. E de repente você ouve aquela voz dentro da sua cabeça, com aquele dito que sua mãe sempre usava quando queria aconselhar ou prevenir sobre algo, dizendo "Confiança é como cristal, demora para construir, mas se desfaz em segundos". Você podia até virar os olhos de tanto ouvir, mas sabe que é verdade e mesmo assim se surpreende quando o elo se rompe e restam apenas os cacos de algo que já foi tão bonito.
É triste olhar ao redor e não conseguir mais enxergar aquela beleza. Manter a calma e a distância quando a vontade é de extravasar a decepção. E pior, ver algo integro e que se acreditava verdadeiro ruir em gestos e atitudes adversas, por vezes com um ar perplexo e desacreditado...São tantas coisas que se juntam ... que o saldo é cada vez mais negativo e você se pergunta... Quanto tempo leva para passar esse sentimento? Ele realmente chega ao fim? É assim que gira o mundo e corrompe a beleza das pessoas e ficamos obrigados a assistir? Por quanto tempo dura a paciência em tentar ajudar, aconselhar sendo sempre recebida com rudeza e má vontade?
De fato, não sei responder cetas perguntas, nem sei se ouso fazer essas e outras mais... mas acho que muitas vezes basta o cansaço para que dê um fim ao assunto e passemos assumir o outro como um estranho comum, que vez ou outra divide o espaço e nada mais. Brusco ou não, é uma forma de se manter integro e tentar se proteger das decepções que se seguem, pois a confiança já abalada não permite que se espere boas novas...
Por enquanto é entrar na bolha, abstrair para não bater de frente e ignorar os absurdos... evitar conflitos maiores... analisar os danos...



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