21 de agosto de 2015

As mudanças começam no olhar...

Ás vezes, mesmo um olhar superficial pode render profundas reflexões que fazem pensar que cada vez mais buscamos mais, algo além, mas o que realmente precisamos é minimizar as listas e aprender a curtir mais com menos.

Como fazer isso pode variar, assim como o momento em que esse pensamento surge. Seja por escolha ou necessidade, o fato é que cada vez mais nos vemos entre o consumismo desenfreado de quem "precisa" obter aquela novidade ou aquele serviço diferenciado, por puro status ou aquela curiosidade quase ingênua do que todos os outros estão falando. Mas se você se perguntar seriamente, quem são esses "outros" e qual a real relevância dessa sintonia com esse coletivo estranhamente tão familiar, pode descobrir que existe um caminho para trilhar suaves passos fora desse vórtice. Eu acredito que que ficar de fora totalmente é meio que difícil, já que somos seres sociais e querendo ou não buscamos fazer parte, estar incluídos em algo.
Gosto de me sentir quebrando o fluxo às vezes, mas sei que quebrando ali eu acabo me inserindo em outro grupo e assim sucessivamente. Mas acho que aos poucos a troca de pequenos hábitos ou mesmo a troca de ponto de vista além de saudável é algo imprescindível ao nosso amadurecimento, ou ao simples fluxo que o viver segue.

Eu amo minha pequena e singela coleção de filmes, meus DVDs garimpados em araras lotadas, as histórias que eles me trazem à mente, mas depois de começar a minha mudança eu reparei como esses danadinhos podem ser um pequenos caos. E hoje, eles se encontram encaixotados esperando a sua vez de finalmente voltar a ter um espaço numa estante ou prateleira. Mas como eu fiquei sem meus queridinhos? Bom, em sua maioria acabei adaptando e encontrando o modelo streaming para continuar com meus amiguinhos por perto, e podendo revisitá-los quando a vontade batesse. Mas eu confesso que não abro mão dos formatos físicos, e de todo o valor sentimental deles, eu parei com as compras  por tempo indeterminado, mas sei que quando voltar a ter um espaço para dispor deles, o vício voltará, mas então será focado apenas nos títulos que realmente me agradam, com um filtro mais seletivo. E assim tenho feito, essa relação entre o virtual e o material físico. Aproveitando cada vez mais das possibilidades e com menos restrições, menos limitações ou aquele uso de espaço, que no nosso dia-a-dia pode ser restrito e complicado.

Um exemplo bobo é que eu era daquela que acreditava que só era possível fazer tal coisa (receita ou artesanato - por exemplo) se tivesse aquele produto X. Aham, né?! Agora a arte do improvisar com o que se tem está se tornando uma grande amiga. E a palavra chave é descobrir, sempre aliada à diversão de fazer algo de um novo modo, experimentar.

Ah, assim também tem sido nas escolhas rotineiras como nas coisas para o lar, alimentação, roupas e tudo o mais. Esbanjar, afinal de contas, não é o lema do momento, seja pelas limitações financeira que estão por aí, ou porque no fim das contas com menos coisas a gente tem menos preocupação - ainda a teremos, mas só com o que realmente vai ser relevante. Pode ser interessante, ou simplesmente não, mas lá vamos nós nessa jornada.


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